sábado, 18 de agosto de 2012

7 carreiras com horários malucos



Expedientes atípicos

São Paulo – É sexta-feira começar para muitos profissionais por aí iniciarem uma espécie de contagem regressiva coletiva para o fim de semana. Mas, Brasil afora, muita gente raramente irá participar deste tipo de movimento.Em algumas profissões, a ideia de sábado e domingo como sinônimo de dias de folga é ficção ou história de um reino muito, muito distante. Horário comercial então? Nem pensar.
Para manter a segurança do tráfego aéreo, garantir a defesa de suspeitos de crimes ou as turbinas da extração de petróleo funcionando, muitos profissionais encaram um expediente muito diferente do clássico das 9 às 18h, cinco dias úteis por semana.
EXAME.com conversou com pilotos de avião, jornalistas e auditores, entre tantos outros para mostrar como é a rotina de quem decidiu tocar sua carreira em horários (bem) alternativos.
Clique nas fotos acima e encha-se de orgulho da sua rotina (ou de inveja de quem está longe dos horários de pico de trânsito e coisas que só o horário comercial pode proporcionar).

Advogado criminal

Toda vez que um suspeito de um crime é preso, um advogado criminal, provavelmente, treme nas bases. Não porque ele não queira cumprir seu dever e garantir o direito de todo cidadão à defesa perante a lei. Mas porque ele pode ser chamado a qualquer momento, em qualquer dia da semana para fazer seu trabalho.
Essa é a rotina da equipe do advogado criminalista Roberto Podval, conhecido por ter defendido o casal Nardoni perante o júri. “A gente trabalha um pouco como médico. Afinal, a qualquer momento alguém pode ser preso, pode ter busca e apreensão na casa de um cliente”, descreve. “A prisão do cliente não pode ser decretada e ninguém te encontrar”.
Esta realidade limou, até, um benefício da equipe do escritório de Podval. “Todos os anos, a equipe de advogados fazia uma viagem juntos em um navio. Nos últimos dois anos que fizemos isso, sempre alguém teve de abandonar o navio para cuidar de algum caso”, conta. “Agora, fazemos só um almoço de final de ano”.

Controlador de tráfego aéreo

Com a missão de manter o tráfego de aviões em ordem (e consequentemente prevenir acidentes), os controladores de tráfego aéreo ficam ligados 24 horas por dia, sete dias por semana no que rola nos céus do Brasil.
“Essa é uma profissão que exige uma visão pontual, raciocínio e tomadas de decisão rápidas o tempo todo”, afirma o capitão Paulo Sérgio de Jesus Barcellos, chefe da seção de instrução e atualização técnica do Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea e presidente da junta de julgamentos da Aeronáutica.
Por conta disso, neste tipo de função, jornadas de trabalho superiores a oito horas são vetadas. Mais de (cerca de) duas horas desempenhando a mesma função, também.
Desta forma, todos os dias, as equipes que atuam nas torres de controle dos aeroportos, nos centros de controle de aproximação e nos centros de controle de área dividem seu trabalho em três turnos de 8 horas cada – que são revezados pela equipe.
Neste período, descontadas as horas de descanso, o controlador de tráfego aéreo faz um revezamento de funções. “Dependendo do número de recursos humanos disponível, ele pode trabalhar, por exemplo, duas horas como controlador, ter um período de descanso, depois como assistente de controlador e, por fim, como coordenador”, afirma o capitão Barcellos.
“Ao final de uma jornada de três sequências de oito horas, o controlador tem uma folga”, conta. Que pode ser durante o fim de semana, feriados ou dias úteis mesmo.

Piloto de avião e comissário de bordo

Em 15 anos de carreira como comissária de bordo da TAM, Alessandra Costa (ou comissária Tamiza) passou apenas quatro natais ou réveillons com a família. Os outros onze foram a bordo de um avião.
O que para muita gente pode ser significado de pesar (e reclamação), para ela é satisfação. “Como nós, muitas vezes, o passageiro também está longe da família nestas datas. É gratificante atendê-lo nestas ocasiões”, afirma.
Foi bem na virada do ano de 2008 para 2009, em uma decolagem em Paris, que o comandante Euler de Souza teve um dos momentos mais marcantes de sua carreira. “Fizemos uma curva em direção à Torre Eiffel e, neste momento, começou a queima de fogos”, conta. “Se tivesse cronometrado não teria dado tão certo”.
Por lei, a jornada de trabalho de um aeronauta varia de acordo com o tipo de tripulação que ele integra. Essas jornadas variam de 11 a 20 horas. O período de repouso correlato de 12 a 24 horas – dependendo do tipo de jornada que o profissional desempenhou.
Se estiver longe de casa, o tripulante tem direito à acomodações e transporte para o aeroporto. São nestes períodos, afirmam os dois profissionais, que é possível, sim, conhecer o mundo.
Geralmente, a escala de voos do mês é entregue para a tripulação do avião nos últimos dias do mês anterior. “Nossa vida é desregrada, mas é programada”, afirma o comandante. No mínimo, os aeronautas têm direito a oito folgas por mês. Destas, pelo menos duas devem ser juntas e cair em um fim de semana.
“Quem trabalha em avião nasceu para isso”, diz a comissária Tamiza. “Às vezes, tem o aniversário de alguém e você não pode ir, é triste, mas você tem que ser resiliente. A profissão tem muitos ganhos: a cidade está com aquele trânsito e você de folga, tem a cultura e o conhecimento de outros países”.

Profissionais das plataformas de exploração de petróleo

Os profissionais da Petrobras que atuam nas plataformas de petróleo da companhia encaram, em média, 14 dias de trabalho (e vida) em alto mar.
A jornada de trabalho tem duração de 12 horas. Mas, após este período, não dá para voltar para casa. O tempo livre deve ser exercido ali mesmo, na plataforma. Para isso, as embarcações dispõem de áreas de convivência. Em algumas, é possível até nadar – em uma piscina, não em alto mar.
Segundo informações da área de Exploração e Produção da Petrobras, todos os funcionários, contudo, ficam em regime de sobreaviso após o expediente. Na prática, isso significa que se algum pintar alguma urgência, todos podem ser convocados para voltar aos seus postos.
O regime de folgas é o que, provavelmente, faz os olhos de muita gente brilhar. A cada dia de trabalho, o empregado tem um dia e meio de folga. Ou seja, se o profissional trabalhar 14 dias tem a garantia de 21 dias de folga.

Repórter

Independente do horário e dia da semana, onde um fato relevante para a sociedade acontecer, um jornalista deve estar por perto (mesmo que por telefone) para noticiar.
Durante pouco mais de quatro anos, a rotina do repórter Cláudio Junqueira foi passar as madrugadas na redação da rádio Bandeirantes para cobrir o que acontece nas altas horas da noite paulistana.
O expediente começava às 2 horas da manhã e só terminava às 9 horas. Neste período, o mais difícil não era driblar o sono, ele afirma, mas sim garimpar as informações. “É muito mais difícil encontrar pessoas para entrevistar. O trabalho é você e você, não tem um produtor para ajudar”, afirma.
Ele conta que, certa vez, houve um tumulto no final de uma partida do time de futebol São Caetano, no México, e não havia nenhum repórter brasileiro no local. A solução foi passar duas horas ligando para todos os hotéis até encontrar o time brasileiro para ter informações.
Mas nem sempre a apuração tem um final feliz assim. Em outro dia, chegou a informação na redação de que um delegado havia sido baleado. Ele procurou o nome da vítima na lista telefônica e um homem com o mesmo nome atendeu, era o pai do delegado baleado. 
“É um constrangimento acordar uma pessoa no meio da madrugada com uma notícia dessas”, afirma.

Mas o horário também tinha itens de fazer inveja para todo jornalista que encara uma sexta-feira mais longa para deixar algumas reportagens prontas para o fim de semana: “Às 9 horas da manhã de sexta-feira começava meu fim de semana”, conta. “Mas domingo, às 2 horas da manhã, já tinha que entrar para trabalhar”.

Médicos e enfermeiros

Quando o assunto é horários alternativos de trabalho, provavelmente, os médicos são a primeira imagem que vem à mente de muita gente. Dependendo da senioridade e especialidade do médico, o conceito é verdadeiro, sim.
No pronto atendimento do Einstein, onde Alvarenga trabalha, os turnos de trabalho tem duração de 12 horas e, evidentemente, se estendem durante todos os dias da semana. Aos novatos, geralmente, são dedicados os turnos menos populares de plantão – como noites, madrugadas e finais de semana.
“Quanto mais antigo no hospital, menor o número de plantões durante o fim de semana e noites”, diz o médico. Mesmo assim, pelo menos, a cada 15 dias, todos ficam de plantão no fim de semana.
Segundo o especialista, geralmente, os médicos são contratados para trabalhar 30 horas por semana. O que, na prática, significaria dois plantões e meio no esquema do pronto atendimento.
Mas a rotina profissional, neste caso, não se restringe às horas dedicadas ao hospital. “De uma maneira geral, trabalhamos 60 horas por semana contando o tempo no hospital e consultório”, diz Marcelo Alvarenga, clínico geral e endocrinologista do Hospital Israelista Albert Einstein.

Auditor

Responsável por checar em minúcias a avalanche de dados que toda empresa deve informar em seus balanços trimestrais e anuais, além de outros documentos exigidos por lei, os auditores também possuem um rotina bem atípica.
“Você nunca faz a mesma coisa todos os dias”, diz José Domingos, sócio líder da área de auditoria da Deloitte. E o trabalho não é dividido de maneira igualitária ao longo dos meses.
Tudo depende dos projetos que a equipe está tocando. Segundo Domingos, geralmente, a carga de trabalho fica mais concentrada entre 15 de janeiro a 15 de março, além dos 15 dias após o fechamento de um trimestre. “Nestes períodos, há um volume grande de horas extras”, diz.
“Os profissionais que trabalham na análise de dados, muitas vezes, varam a noite num processo de auditoria. Em alguns dias, passam de 15 a 18 horas para terminar um projeto”, afirma Ricardo Barcelos, da consultoria de recrutamento Havik.
No resto do ano, exceto quando uma empresa contrata a consultoria para outros pedidos específicos, a rotina tende a ser mais leve. “Os horários são mais flexíveis e é possível até coordenar os estudos, para quem está começando a carreira”, afirma Domingos.

Fonte: exame.abril.com.br 







domingo, 12 de agosto de 2012

Profissional global



O brasileiro global

Saiba o que você precisa ter ou desenvolver para liderar equipes multiculturais


Já foi o tempo em que o profissional que sabia falar inglês tinha vantagem em relação a seus colegas. Hoje, para liderar projetos de âmbito global, é fundamental ter outras competências. Entender a realidade e a cultura dos países com que está trabalhando é uma das características que o profissional tem de desenvolver. 

A pessoa que tem uma visão global acaba se destacando nos projetos que não envolvem só o Brasil. "Quem está conectado, é multifuncional e multicultural tem mais chances de se desenvolver", diz Sherban Leonardo Cretoiu, professor e coordenador do núcleo de negócios internacionais da Fundação Dom Cabral. Veja abaixo o que você precisa desenvolver para comandar trabalhos globais:

Dominar idiomas

Competência básica e primordial para quem deseja atuar em projetos globais. Não adianta, por exemplo, falar inglês e enrolar no portunhol. 

Aceitar desafios

Funcionários que gostam de encarar desafios e novas oportunidades recebem mais atenção das empresas, principalmente em trabalhos integrados com outros países. "Se você não gosta de sair da zona de conforto, nem tente liderar projetos globais", diz Tatiana da Ponte, sócia da Ernst & Young Terco. 

Ser curioso

Ser curioso faz diferença na hora de atuar em projetos globais. Buscar informações é essencial. "Algumas companhias oferecem treinamentos para atuar lá fora, mas é preciso que o profissional faça perguntas", diz Tatiana.

Ter vontade de aprender

Pessoas mais contrárias a mudanças têm dificuldade para lidar com projetos que envolvam outras culturas. "Quem chega a outros países achando que não tem nada a aprender já caminha para o fracasso", diz Sherban Leonardo Cretoiu, professor e coordenador do núcleo de negócios internacionais da Fundação Dom Cabral.

Manter-se atualizado

Um profissional que está atento ao que acontece em todos os lugares se diferencia dos demais. "Quem atua no Brasil ou junto com equipes de outros países, o chamado gestor global, precisa entender o contexto pelo qual o mundo está passando", destaca o professor Sherban.


Fonte: vocesa.abril.com.br

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Já se questionou sobre a forma como os outros veem você?



Além de se preocupar consigo mesmo, o bom profissional também tenta compreender o comportamento dos colegas de trabalho Assim, se adapta às diversas situações e aprende a lidar com elas.

Por Sonia Jordão 

Sabemos que, em muitas ocasiões, importa mais o como você parece aos olhos dos outros do que como você é realmente. Por isso, é importante tomar cuidado com seu comportamento, já que é muito difícil ter uma segunda chance para causar uma boa primeira impressão. 

Na vida profissional, precisamos muitas vezes nos comportar como se estivéssemos sentados à mesa, em um ambiente refinado com nossos principais clientes. A forma adequada de comportamento depende do ambiente e da cultura de cada região. Por exemplo, palavras que em uma região são usadas normalmente no dia a dia, em outra região podem não ser bem aceitas. 

A forma de se vestir também muda de um lugar para outro, por exemplo, nas cidades litorâneas, à beira das praias é permitido trabalhar de forma mais informal, enquanto que em lugares frios, geralmente, se veste de maneira mais formal. Em muitos lugares as pessoas falam alto, se gesticulando, enquanto em outras regiões as pessoas falam baixo e de forma tranquila. A forma como as pessoas foram criadas, suas crenças e valores também influem no seu comportamento, e nos relacionamentos. E, muito mais importante do que o “como se diz” ou “o que se diz” é como os outros te ouvem e interpretam. E, sem querer, muitas vezes, mesmo com as melhores das intenções pode-se magoar alguém. 

Um outro detalhe a ser observado é que no mundo atual, muitas pessoas vivem sob a “Lei de Gérson”, onde levar vantagem em tudo é fundamental. Isso em parte se deve ao fato da população crescer rapidamente, levando ao aumento da competitividade e à mudança na hierarquia das organizações, com um achatamento dos postos de chefia. Nesse modelo fica difícil aceitar que alguém possa ser simplesmente bondoso e que não queira nos usar para aparecer. A preocupação em manter o emprego, às vezes nos leva a enxergar “chifre em cabeça de cavalo” e isso pode atrapalhar no relacionamento com os colegas de trabalho. 

Além de se preocupar consigo mesmo, o bom profissional também tenta compreender o comportamento dos colegas de trabalho Assim, se adapta às diversas situações e aprende a lidar com elas. À medida que o profissional estude o assunto e o pratique, perceberá que ainda terá muito a aprender. 

É sabido que cada pessoa tem uma visão diferente da outra. Cada um ouve e enxerga à sua maneira, em função de sua formação e de suas experiências de vida. Por isso, precisamos estar sempre atentos a nossa imagem perante os outros. Não é viver preocupado com os outros, mas comportar-se adequadamente, de acordo com a sociedade onde estiver inserido. Até porque não sabemos se a pessoa que está nos vendo não será nosso futuro chefe ou até empregador. 

Há algumas filosofias que acredito que deveriam ser seguidas por todos. Uma delas é a frase de Stanley, que diz: “É necessário que o mundo depois de ti seja algo melhor, porque tu viveste nele”. Os profissionais sendo melhores levarão as organizações a serem melhores também. Acredito que assim teremos um mundo melhor, já que as organizações, principalmente as empresas, podem ser as entidades ou instituições capazes de mudar o mundo. 

Outra filosofia que devemos adotar vem do Dalai Lama, e diz: “Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade”. Há alguns modos de fazer isso, entre eles: escrever e divulgar artigos, ministrar palestras e treinamentos, escrever e editar livros. É importante ainda procurar desenvolver-se de modo a atender a essas duas filosofias de vida. 

Nem sempre o seu desempenho será suficiente para te manter no emprego. Um comportamento inadequado pode até te levar à demissão. E como uma pessoa educada, com boas maneiras, sempre terá um lugar de destaque na sociedade, procure cuidar disso com carinho. 

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? - Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”. 

Fonte: administradores.com.br 

domingo, 15 de julho de 2012

5 erros das pessoas superprodutivas



 - Crédito: Thinkstock


Workaholics, cuidado: alguns dos hábitos que você acha que estão ajudando podem estar minando sua produtividade


Quem tem muito foco e energia para o trabalho e lida com diversas tarefas simultaneamente sabe que produtividade e gestão do tempo são importantes para a carreira. Essas pessoas acabam desenvolvendo hábitos para ajudar na organização, mas desenvolvem, também, vícios e manias típicas de pessoas muito produtivas, mas que minam o seu tempo.

A EXAME.com conversou com o especialista em gestão do tempo Fernando Serra, que é dirigente da área acadêmica da HSM educação, para fazer uma lista com os erros mais comuns cometidos pelas pessoas extremamente produtivas.

Achar que a internet só ajuda

Por mais que mobilidade seja importante, muitas vezes os gadgets atrapalham sua produção no trabalho. "A tecnologia era um meio que acabou, em muitos casos, se tornando um fim", diz Serra. As interrupções que as notificações do seu celular causam acabam fazendo com que as pessoas percam a concentração - e percam tempo.

E não só tempo no trabalho é desperdiçado, a tecnologia acaba se infiltrando até nos momentos de lazer. "Tecnologia é um instrumento, mas é preciso tomar cuidado", fala o especialista.

Esticar o tempo no trabalho

Esse é um dos maiores mitos na produtividade: o de que muitas horas trabalhadas equivalem a muito trabalho feito. Não é bem assim. "Primeiro a pessoa tem de dormir. Cada um tem seu horário, mas ao menos umas seis horas por dia. É importante", determina Serra.

O raciocínio do especialista é bem lógico: quem dorme pouco durante a semana, acaba ficando extremamente improdutivo na sexta-feira. Aí de que adianta passar 12 horas por dia no escritório se, em um ou dois dias na semana, você está tão distraído e cansado que mal consegui trabalhar?

E não é só o sono que é importante: todo mundo precisa de um tempo de reflexão e descanso - independente da atividade (não-profissional) que escolher.

Abusar do multitasking

É bem verdade que não é fácil se concentrar em uma única tarefa. A maioria das pessoas faz ao menos duas coisas ao mesmo tempo (escuta música enquanto trabalha, toca dois projetos ao mesmo tempo ou almoça enquanto lê o jornal, por exemplo). Isso é fato, é comum e não é problemático.

"O problema existe quando a pessoa não percebe que nem toda a tarefa pode ser feita em concomitância com outra, ou não impõe limites para quantas atividades vão ser feitas ao mesmo tempo", diz Serra. Para ele, quem não tem foco acaba não concluindo (ou concluindo mal) as tarefas que começa.

Não saber delegar

Pessoas superprodutivas têm problemas com isso. Muitos problemas. Quem gosta de trabalhar, assumir responsabilidades e produzir o máximo não raro prefere fazer tudo sozinho, sem delegar tarefas a ninguém. Isso é um problema por vários motivos.

Primeiro é que a maior parte das pessoas depende das tarefas e decisões que você vai tomar e cumprir de maneira solitária. Em segundo lugar, trabalho em grupo faz parte de um escritório e não saber se relacionar é um ponto negativo no seu currículo.

Fernando Serra ainda completa: "As pessoas precisam conhecer suas limitações e perceber que tem coisas que outros colegas poderiam fazer melhor".

Acreditar que tudo tem de ser começado e terminado rapidamente

"Sem dúvida procrastinar é ruim, mas algumas tarefas não podem ser iniciadas de pronto", conta Serra. Para ele, as pessoas superprodutivas precisam aprender a priorizar projetos. Além disso, precisam se organizar para as tarefas que, de acordo com o especialista, "têm um timing".

"Não adianta forçar, alguns projetos têm calendários diferentes e não podem ser iniciados nem terminados de imediato", diz Serra.


Fonte: vocesa.abril.com.br

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Currículo: veja os erros que automaticamente descartam qualquer candidato



Pesquisa da Career Builder revelou que erros de ortografia ou digitação é principal motivo de desclassificação


Na busca por um emprego, as primeiras informações e impressões sobre você estarão no seu currículo. Por conta disso, não é muito difícil imaginar o estrago que erros cometidos nesse papel podem causar. Uma pesquisa feita pela Career Builder revelou o que faria os recrutadores descartarem automaticamente um candidato.
E a maior parte deles parece não gostar de erros de ortografia e digitação. Dos mais de 2 mil recrutadores entrevistados, 61% afirmaram que descartaria na hora um candidato que apresentasse um currículo com esse tipo de problema. Ainda, 41% dos recrutadores não aceitam candidatos que copiam em seus currículos partes da descrição do emprego para qual está se candidatando.
O que mais desclassifica os candidatos

Mas os problemas não param por ai. Dos entrevistados, 35% descartam currículos com endereços de e-mail “inapropriados”. Por mais que você tenha um mundo de informações sobre você, é importante aprender a selecionar os itens mais importantes para adicionar no currículo. Isso porque, 22% dos entrevistados disseram que currículos com mais de duas páginas simplesmente não são lidos.

Outros erros apontados na pesquisa foram: currículos impressos em papel decorado - o candidato seria descartado automaticamente por 20% dos selecionadores -, currículos que contém fotos, motivo de desclassificação para 13% dos selecionadores. Por fim os currículos que descrevem mais tarefas do que resultados também são motivos para descarte, para 16% dos empregadores.
Os recrutadores também listaram os currículos com as informações mais incomuns que já caíram em suas mãos. Entre elas estão currículos de candidatos que se auto definem como gênios e que convidam os selecionadores a irem até o apartamento deles.
A pesquisa foi realizada pela CareerBuilder com 2.298 recrutadores norte-americanos, entre os meses de maio e junho deste ano.

Fonte: administradores.com.br 

sábado, 7 de julho de 2012

Barrar funcionária por roupa inadequada não gera dano


A empresa tem o direito de ditar regras de comportamento para os seus empregados, inclusive quanto ao que se veste no ambiente de trabalho. Ciente de tais regras, o empregado não está exposto à violação de seus direitos, desde que a inspeção não seja abusiva. Com este entendimento, a 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul negou indenização a uma trabalhadora, que foi barrada por vestir roupa fora do regulamento. O pedido de dano moral já havia sido negado no bojo de uma reclamatória trabalhista ajuizada na 29ª Vara do Trabalho de Porto Alegre.


Os julgadores não encontraram provas de que a autora tenha sido submetida à conduta abusiva por parte dos prepostos da empresa. Também não se convenceram de que tenha passado por situação vexatória durante a inspeção para adentrar no ambiente de trabalho — rotina que vale para todos os empregados.


O relator da Apelação, juiz convocado Raul Zoratto Sanvicente, disse que a má avaliação visual dos parâmetros de vestimenta, por parte dos seguranças e do Setor de Recursos Humanos — que deu margem à polêmica — não gera, por si só, a certeza do dano moral. É imperativo apresentar prova de sua ocorrência. A decisão do TRT-RS foi tomada na sessão de julgamento no dia 26 de junho. Cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho.


O caso

A autora da reclamatória trabalhista admitiu, em juízo, que sabia das regras. As funcionárias não poderiam usar roupas com decote, nem blusa regata (sem mangas, típicas de atividades físicas). Os vestidos e saias deveriam ter quatro dedos acima do joelho.

Afirmou que, numa determinada oportunidade, teve seu ingresso barrado na empresa, apesar de estar vestida dentro das regras. O segurança, então, chamou o responsável pela área de Recursos Humanos, que a mandou de volta para casa, já que vestia-se de forma inadequada.


A ex-funcionária disse que saiu da empresa chorando, mas retornou ao encontrar algumas colegas e contar o que aconteceu. Ao retomar o contato com os supervisores, estes teriam admitido que as vestes da autora estavam dentro das regras estabelecidas e pediram que o RH liberasse sua entrada. Como o gerente concordou, ela pôde ingressar na empresa. Todo este imbróglio, segundo ela, demorou cerca de uma hora e foi presenciado por cerca de 100 pessoas. A ex-empregada disse que ficou envergonhada e constrangida. Pediu que a Justiça arbitrasse o quantum indenizatório.


O empregador, por seu turno, afirmou que todos os empregados, desde a admissão, são orientados quanto ao tipo de vestimenta permitido no ambiente de trabalho. Garantiu jamais ter usado seu poder diretivo para humilhar ou atingir a dignidade da autora. Destacou que a abordagem é sempre feita da forma mais discreta possível, antes mesmo do empregado adentrar nas dependências da empresa. Ressaltou que se houvesse, de fato, ocorrido alguma lesão moral, a autora não teria esperado quase dois anos para requerer a reparação em dinheiro na Justiça.


A sentença

A juíza Fabiane Martins explicou, na sua sentença, que dano moral nada mais é do que a violação do direito da dignidade da pessoa humana, sendo passível de indenização, conforme prevê a Constituição Federal, no artigo 5º., incisos V e X. Citou também o artigo 186 do Código Civil: ‘‘Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito’’.


No entanto, advertiu, para que haja responsabilização do agente causador do dano, é necessário que se configure nexo de causalidade entre o dano e a ação ou a omissão. No caso concreto, ela disse que cabia à autora provar o fato constitutivo do seu direito ou seja, de que foi humilhada e desrespeitada. E esta não se desincumbiu da obrigação, nos termos dos artigos 818, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e 333, inciso I, do Código de Processo Civil (CPC).


‘‘Ressalto que a única pessoa que diz ter presenciado o fato alegado pela reclamante foi ouvida como informante, de modo que seu depoimento não é hábil suficiente a convencer o juízo’’, arrematou a titular da 29ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, ao negar o pedido de indenização.


Insistência no TRT

No bojo de outros recursos interpostos ao TRT, a autora se mostrou inconformada com o indeferimento do pedido de indenização por dano moral. Repisou os mesmos argumentos empregados na inicial.

O juiz convocado Raul Zoratto Sanvicente concordou com os termos da sentença. ‘‘É fato incontroverso o de ter a reclamada (a empresa) regras expressas quanto à vestimenta de seus empregados, sendo também incontroverso que tais regras são a todos aplicadas, indistintamente, sendo verificado o seu cumprimento quando do início da jornada. No caso dos autos, a prova oral demonstra que a autora realmente foi barrada em uma oportunidade pelos seguranças da reclamada, sob a alegação de não estar adequadamente vestida, situação a qual, não obstante tenha sido ratificada por encarregado do setor de Recursos Humanos da empresa, foi rechaçada por um dos gerentes, que possibilitou a sua entrada sem que trocasse de roupa’’, explicou o relator.
O voto foi seguido, por unanimidade, pelos desembargadores Alexandre Corrêa da Cruz e Vania Mattos.


Fonte:CONJUR.

Calendário do PIS


Calendário de Pagamentos

Calendário para pagamentos do Abono Salarial e dos Rendimentos do PIS - Exercício 2012 / 2013
Nascidos emRecebem a partir deRecebem até
Julho15 / 08 / 201228/06/2013
Agosto22 / 08 / 2012
Setembro29 / 08 / 2012
Outubro12 / 09 / 2012
Novembro19 / 09 / 2012
Dezembro26 / 09 / 2012
Janeiro09 / 10 / 2012
Fevereiro17 / 10 / 2012
Março24 / 10 / 2012
Abril13 / 11 / 2012
Maio21 / 11 / 2012
Junho28 / 11 / 2012


Fonte: caixa.gov.br